Vamos cantar um novo começo
Onde caminhar é a vários pés
Onde as depressões individuais
Sucumbam diante do amor
Não é possível viver neste apartheid
Da oportunidades de viver bem
Só a justiça plena poderá salvar
Esta nossa espécie tão frágil e arrogante
O monólito da estrutura convencional
Que o mundo aprendeu chamar civilização
Se destrói numa autofagia onde quem sofre
Primeiro são os mais pobres
É preciso amanhecer em cada um
O sentimento coletivo do bem viver
E assim a esperança será a realidade
E sonhar será fazer, será ser.
Neto, 150.
domingo, 27 de setembro de 2015
domingo, 13 de setembro de 2015
Pra não dizer que não falei...
Caminhando, cantando e seguindo...
Canção de uma vida, de muitas vidas que se entrelaçaram, sofreram, resistiram e duraram
Mas as marcas são muitas, e duras.
As reações, as mudanças, as loucuras... Isso, como diz um amigo, é exercer a humanidade.
Não é a perfeição idealizada, muito menos a racionalidade cobrada
A obra está aí, nas escolas, nas ruas, campos e construções.
E como diz aquela outra canção (preferida de meu pai) ' Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar E a morte, o destino, tudo, a morte e o destino, tudo Estava fora de lugar, eu vivo prá consertar '
Vandré 80 anos
Canção de uma vida, de muitas vidas que se entrelaçaram, sofreram, resistiram e duraram
Mas as marcas são muitas, e duras.
As reações, as mudanças, as loucuras... Isso, como diz um amigo, é exercer a humanidade.
Não é a perfeição idealizada, muito menos a racionalidade cobrada
A obra está aí, nas escolas, nas ruas, campos e construções.
E como diz aquela outra canção (preferida de meu pai) ' Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar E a morte, o destino, tudo, a morte e o destino, tudo Estava fora de lugar, eu vivo prá consertar '
Vandré 80 anos
Pra não dizer que não falei das flores, meu hino nacional
Disparada - a música preferida do meu pai. (aproveito para homenagear o saudoso Jair Rodrigues)
segunda-feira, 20 de julho de 2015
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Transgredir
Atravessar a cerca que limita
Libertar
Ultrapassar os parâmetros que amedrontam
E viver
Nada é mais corajosamente necessário
Que transgredir
.
domingo, 21 de junho de 2015
Coisas da Vida
"Depois que eu envelhecer, ninguém precisa mais de dizer como é estranho ser humano nessas horas de partida"
sábado, 16 de maio de 2015
Com a altura da idade a casa se acrescenta.
Não é que aumente a quantidade ao espaço.
Mas, sendo mais longínquos, o desapego pensa
maior distância quando se fica a olhá-lo.
Ou, se quiserem, uma realeza
se instala à volta dessa altura de anos,
de forma a que os objectos apareçam
na luz de quase já nem os amarmos.
Então a casa distende-se na intensa
inteligência de estarmos
a ver as coisas amarem-se a si mesmas.
Ou com a forma a difundir seu espaço.
Echevarría
terça-feira, 5 de maio de 2015
Vascão Campeão - O Título veio pelo rádio
O Campeonato Carioca não serve de parâmetro para o resto da temporada do futebol no Brasil, e nenhum outro estadual também. Mas existe a rivalidade local, que no Rio - assim como São Paulo e outros estados - é forte pela história e grandeza dos principais clubes. Daí a emoção de ganhar o estadual, de contabilizar títulos e marcas locais.
Este Carioca 2015 trouxe ao Vasco outra vez o gosto de ser campeão. E depois de 12 anos de fila, recheada de erros de arbitragem, como na final do ano passado.
Mas o fim do jejum para mim teve um tom dramático, e inesquecível: assisti o primeiro tempo de Vasco x Botafogo na casa dos pais, em Itaberaí. 1 a 0 pro Vascão - gol de Rafael Silva. Por causa de um compromisso inadiável, tive que vir para Goiás, e saí no começo do segundo tempo. Vim de carona com um casal e sua filhinha (só eu de vascaíno). No carro fomos ouvindo pelo rádio os jogos transmitidos.
Até que achamos o jogo do Vasco, numa emissora que nem sei e com qualidade péssima. No começo estava tudo bem, pois tínhamos boa vantagem. De vez em quando a emissora saía do ar e então mudávamos para o jogo entre Goiás e Aparecidense pelo Goianão. Numa dessas o Botafogo empatou, e quando voltamos ao jogo do Rio o clima estava diferente (outro gol alvinegro levaria para os pênaltis), me preocupei e comecei a demostrar aquele nervosismo de torcedor apaixonado. A garotinha de um ano e pouco - Valentina - se divertia com minhas reações, e ria muito, sem saber o que estava se passando. Esta tensão, agravada pela péssima frequência do rádio que não me deixava entender direito o que acontecia na partida, durou até chegarmos dentro da cidade de Goiás, já perto da minha casa.
Aos 47 minutos da etapa final, o rádio saiu do ar por um instante, e voltou com um sonoro grito de gol, bem assim: GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL... Mas, de quem?
O locutor esbanjou a voz no grito derradeiro, mas dentro do carro o silêncio era unânime. O motorista, Danilo, parou o carro, eu abaixei a cabeça, a Valentina ficou quietinha, e foram segundos longos como o grito que ouvíamos...
Aí a voz disse: DO VASCOOOOOOOOO.
Gilberto fechou a conta e selou o título. Alegria total!! Sai do carro correndo, gritando e comemorando o título cruzmaltino!! Que loucura passar por isso, que felicidade depois do gol!!
Essa eu não esquecerei. E tomara que o Vasco não esqueça mais o caminho dos títulos
Este Carioca 2015 trouxe ao Vasco outra vez o gosto de ser campeão. E depois de 12 anos de fila, recheada de erros de arbitragem, como na final do ano passado.
Mas o fim do jejum para mim teve um tom dramático, e inesquecível: assisti o primeiro tempo de Vasco x Botafogo na casa dos pais, em Itaberaí. 1 a 0 pro Vascão - gol de Rafael Silva. Por causa de um compromisso inadiável, tive que vir para Goiás, e saí no começo do segundo tempo. Vim de carona com um casal e sua filhinha (só eu de vascaíno). No carro fomos ouvindo pelo rádio os jogos transmitidos.
Até que achamos o jogo do Vasco, numa emissora que nem sei e com qualidade péssima. No começo estava tudo bem, pois tínhamos boa vantagem. De vez em quando a emissora saía do ar e então mudávamos para o jogo entre Goiás e Aparecidense pelo Goianão. Numa dessas o Botafogo empatou, e quando voltamos ao jogo do Rio o clima estava diferente (outro gol alvinegro levaria para os pênaltis), me preocupei e comecei a demostrar aquele nervosismo de torcedor apaixonado. A garotinha de um ano e pouco - Valentina - se divertia com minhas reações, e ria muito, sem saber o que estava se passando. Esta tensão, agravada pela péssima frequência do rádio que não me deixava entender direito o que acontecia na partida, durou até chegarmos dentro da cidade de Goiás, já perto da minha casa.
Aos 47 minutos da etapa final, o rádio saiu do ar por um instante, e voltou com um sonoro grito de gol, bem assim: GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL... Mas, de quem?
O locutor esbanjou a voz no grito derradeiro, mas dentro do carro o silêncio era unânime. O motorista, Danilo, parou o carro, eu abaixei a cabeça, a Valentina ficou quietinha, e foram segundos longos como o grito que ouvíamos...
Aí a voz disse: DO VASCOOOOOOOOO.
Gilberto fechou a conta e selou o título. Alegria total!! Sai do carro correndo, gritando e comemorando o título cruzmaltino!! Que loucura passar por isso, que felicidade depois do gol!!
Essa eu não esquecerei. E tomara que o Vasco não esqueça mais o caminho dos títulos
Assinar:
Postagens (Atom)




