quinta-feira, 20 de novembro de 2014
terça-feira, 21 de outubro de 2014
As línguas e os dialetos são construção coletiva
Do Monzar Benedito
Nheengatu e língua geral paulista
Os jesuítas queriam catequizar os povos indígenas e perceberam que quase todos os povos da faixa litorânea falavam dialetos de uma mesma língua, mas não tinham escrita, era uma língua exclusivamente oral. .
Resolveram então “unificar” esses dialetos e criar uma escrita para eles. Em São Paulo, chamaram de “língua geral paulista” e no norte “nheengatu”, que significa língua boa ou falar bem. Mas são línguas bem parecidas e costuma-se usar nheengatu também para o que se falava em São Paulo.
Em São Paulo e sua área de expansão só se falava a língua geral paulista. Depois da guerra em que os exércitos de Portugal e Espanha se uniram para combater os Guarani, apoiados pelos jesuítas, o Marquês de Pombal resolveu expulsar os jesuítas do Brasil e determinou que só se falasse português aqui. Isso foi em 1758. Mas não se muda de língua de um dia para o outro. As escolas passaram a usar só a língua portuguesa e todos os documentos tinham que ser escritos em português.
Demorou muito para assimilar o português, e muitos dos brasileiros do atual Sudeste preservaram o modo de falar nheengatu. No tupi não existe, por exemplo, a pronúncia L nem LH, que acabam virando R na pronúncia caipira (esse pessoal que resistiu ao “sotaque” português). Então, trabalho vira trabaio, por exemplo. Mulher é muié. E no tupi/nheengatu não existe R no final dos verbos, e isso foi mantido no “dialeto caipira”. Falamos fazê, trabaiá, coçá, brincá…
Mas não é só isso. Existem mais diferenças de pronúncia, presentes no nosso linguajar. Vale a pena estudar um pouco disso.
sábado, 4 de outubro de 2014
sábado, 20 de setembro de 2014
Os Cegos do Castelo, de Nando Reis
Esta canção é, a meu ver, antológica! Uma força incrível emana da letra, que mistura um sentimento forte e devaneios recortados de momentos da vida da personagem. O clima criado pela história e pela melodia e harmonia do registro ao vivo é pra mim a melhor versão.
O Nando Reis já afirmou que esta música é sobre drogas.
Sabendo disso, eu me rendo muito mais a ela, porque é ao mesmo tempo sutil e vigorosa. Trata, na verdade, do sentimento humano num momento de enfrentamento ao sofrimento.
O bom da música é poder se envolver com o trabalho em níveis diferentes, é acessar a obra em si, e também identificar o que ela diz, mesmo que não seja o que o autor quis mostrar, porque a beleza está nas construções que fazemos a partir da canção. Se 'Cegos do Castelo' fala de drogas, segundo o artista, ela pode falar de amor, de virada, de recomeço... de tudo que o ouvinte puder interpretar e imaginar.
As grandes obras rompem os limites planejados, e desaguam na eternidade.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
domingo, 10 de agosto de 2014
Bora, embora
"Bora, chegou a hora
À luz da aurora borealBora, há uma ponte
Pro horizonte no teu quintal"
"A gente aprende que há um mundo lá fora
E a vida depende de saber ir embora
Tudo tem hora, é assim minha sina
O amor não termina,
Mas eu tenho que ir"
E a vida depende de saber ir embora
Tudo tem hora, é assim minha sina
O amor não termina,
Mas eu tenho que ir"
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Vem cantar por aqui, nestas terras de escravos
Escondidos pelas pedras, sangrando memórias
Saiba que o romance português só se fez aqui
ás custas e muito suor africano, preto, mestiço
Não é suave esta garoa, nem macio este pisar
É teimoso como o curso deste rio, vermelho
que segue seu caminho, que o homem quis mudar
Goiás dói.
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