quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Me dê a sua mão 
E vamos caminhar
leve, leve como o vento 
Leva
Imensidão de você
Eu vou ver além
do que se vê.




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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Goiás
'Pra se entender tem que se achar que a vida não é só isso que se vê, é um pouco mais...'




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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O que dizer?

Minha cabeça diz:
Sem recortes dessa vez!
Quero gritar o que está dentro
Onde está a lucidez?

O que dizer ao mundo?
Talvez não tenho nada
Que o satisfaça
Nesse grito lá do fundo

Na verdade lucidez
Não se encontra por aqui
Não se enxerga na fumaça
No calvário da desgraça

Esse canto embriagado
Avesso à realidade
Não tem nada de verdade
A não ser sua essência
De não se livrar da demencia
Nos porões dessa cidade

Minha cabeça diz:
O mundo te ouviu

quarta-feira, 31 de julho de 2013

O que gritar?

 
A minha dor está na rua
Ainda crua
Em ato um tanto beato mas,
Calar a boca nunca mais
 
O povo novo quer muito mais
do que desfile pela paz
 
Olha Menina
O que grita?
 
 
 
POVO NOVO - TOM ZÉ

quarta-feira, 12 de junho de 2013

O descompasso, o desperdício

'Tua tristeza é tão exata, e hoje o dia é tão bonito
[...]
Disseste que se tua voz tivesse força igual a imensa dor que sentes, teu grito acordaria não só a sua casa, mas a vizinhança inteira
[...]
Há tempos, são os jovens que adoecem, e há tempos o encanto está ausente'






quarta-feira, 8 de maio de 2013

Por causa da tua palavra...



"(...)
O discípulo não é maior do que o Mestre. Se perseguirem a mim, hão de perseguir vocês também”. Tenho que assumir. Agora estou empenhado na luta pela causa dos pobres lavradores indefesos, povo oprimido nas garras dos latifúndios. Se eu me calar, quem os defenderá? Quem lutará a seu favor? Eu pelo menos nada tenho a perder. Não tenho mulher, filhos e nem riqueza sequer, ninguém chorará por mim. Só tenho pena de uma pessoa: de minha mãe, que só tem a mim e mais ninguém por ela. Pobre. Viúva. Mas vocês ficam aí e cuidarão dela. Nem o medo me detém. É hora de assumir. Morro por uma justa causa. Agora quero que vocês entendam o seguinte: tudo isso que está acontecendo é uma conseqüência lógica resultante do meu trabalho na luta e defesa pelos pobres, em prol do Evangelho que me levou a assumir até as últimas conseqüências.
A minha vida nada vale em vista da morte de tantos pais lavradores assassinados, violentados e despejados de suas terras. Deixando mulheres e filhos abandonados, sem carinho, sem pão e sem lar. É hora de se levantar e fazer a diferença! Morro por uma causa justa"
Carta Testamento - Pe. Josimo Tavares

sexta-feira, 12 de abril de 2013