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Eu quero fazer
Música e Revolução.
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
November Rain
Aquele dia choveu tanto, que eu não pude evitar a noite fria. As noites frias são um encanto.
Na maior parte de novembro faz muito calor, o corpo cansa, a irritação aumenta e a produtividade cai. No entanto, em vários dias do mês chove.Chuvas de primavera, num momento em que o verão está próximo no sul do mundo, que são precedidas por um vento frio, de anunciação.
A noite chove, chove e faz frio. Eu gosto do frio, meu corpo é quente e eu preciso dele, do equilíbrio. Aqui no centro do país faz muito calor, e quando esfria, deve-se usufruir. Um amigo reclama muito do frio e da chuva, mas onde ele mora chove um mês sem parar, e nesse tempo o sol não dá as caras, assim também eu acho que não gostaria, agora, aqui isso não acontece, e o calor do planalto pede chuva.
Sou um admirador dos dias e das pessoas solares, tem um valor grande na vida, mas ao contrário de outros, não tenho medo dos dias cinzentos e noites chuvosas, eles também tem seu valor, sua mística, seu encanto. Escrevo coisas pra mim em tempos assim, coisas boas, gostosas.
Estou na chuva de novembro, pra mergulhar no meu dezembro natalício.
José Gomes Neto.
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Amor e Pão de Queijo.
Eu sou uma pessoa jovem, que trabalha, estuda, tem compromissos diversos. Carrego ideais comigo, a CPT não é só um trabalho, é uma expressão de luta. Penso em muitas coisas, gosto de música, de poesia, de histórias, de futebol. Gosto do amor e de pão de queijo. Uma pessoa normal pode gostar disso tudo, mas eu não acho que sou normal. É muito bom não ser normal. É bom surpreender as velhas tias ao falar de Jesus socialista, ou os grandes amigos ao tratar de canções dos anos 20. É bom ser sincero. É bom amar as pessoas e os ideais. Amar é uma coisa fantástica, pode as vezes doer, mas é o que de melhor podemos fazer para nós mesmos e para os outros. Eu gosto mais ainda do amor por sua causa, pelo que sinto por você desde que te conheci pelo olhar, no dia de fazer sucos, e quando nos tocamos de corpo e alma. Claro que tem mais coisa sobre mim, claro que tem mais amor pra expressar. Deu vontade de te escrever isso. Te amo.
'Will be both us and you and them together'
'Will be both us and you and them together'
terça-feira, 25 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
O homem que queria amar
Francisco de Assis não queria ser o melhor homem do mundo, queria ser melhor do que era, enxergar mais do que via. Buscava ser o menos hipócrita possível, e amar o máximo que conseguisse. Francisco decidiu que a radicalidade das ações e dos pensamentos era o caminho para transformar a sociedade, e viu esse caminho no exemplo de Cristo.
Ao se aliar aos pobres, e mais, aos irmão animais e a mãe terra, Francisco de Assis foi além, viu ali uma nova concepção do papel do homem no mundo, não o de dominador, mas de parte integrante dessa grande vida planetária.
O homem que se tornou santo, fundou uma congregação, os frades menores, assim chamados porque deveriam ser os menores entre todos, como eram tratados os pobres e os animais. A Ordem dos Frades Menores, depois chamada de Ordem Franciscana, desvirtuou-se da ideia original de Francisco, em alguns lugares com mais nitidez, em outros não, mas a ordem é uma firme integrante da Igreja Oficial, instituição que desfigurou o exemplo de Cristo, que é rica e poderosa.
As igrejas construíram seu poder de dominação e influencia as custas da palavra de Deus e do Cristo, desfiguram, alteram 'interpretam' a bel prazer, a fim de controlar, manipular, concentrar poder. Cristo lutou justamente contra tudo isso, e a favor da libertação dos oprimidos. A Igreja desfigurou Cristo.
Francisco de Assis retomou a voz esquecida de Cristo, ao falar dos pobres, dos animais, da natureza, ao abrir espaço para uma nova forma de pensar a religião, sem a hierarquia onde Deus está no alto, seguido do homem, da mulher (subordinada a ele) e por fim da natureza (subordinada aos dois). Para Francisco, Deus é amor e presença no meio de nós, e todos estamos em pé de igualdade, convivendo. A troca proposta por ele não é um negócio, mas a reciprocidade natural que deve envolver os corações e mentes: dar e receber, amar e ser amado, compreender e ser compreendido, sendo que devemos dar passos, e ser parte, não apenas questionar ou reivindicar de longe.
Francisco ensina, e muitos dentro da ordem desvirtuada, e, claro, fora dela, nos mais variados espaços, compartilham desses ensinamentos.
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