Que trovador não tem o peito revolto e a voz insurgente?
A sombra do cativeiro não engole o orgulho gaucho
A opressão selvagem obriga a resistência intermitente
Para que a liberdade seja a voz de toda a gente
terça-feira, 26 de março de 2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
'Minha Missão' (fragmentos)
"...
Canto para anunciar o dia
Canto para amenizar a noite
Canto pra denunciar o açoite
Canto também contra a tirania
Canto porque numa melodia
Acendo no coração do povo
A esperança de um mundo novo
E a luta para se viver em paz!
...
Quando eu canto, a morte me percorre
E eu solto um canto da garganta
Que a cigarra quando canta morre
E a madeira quando morre, canta!"
Paulo Cesar Pinheiro
Canto para anunciar o dia
Canto para amenizar a noite
Canto pra denunciar o açoite
Canto também contra a tirania
Canto porque numa melodia
Acendo no coração do povo
A esperança de um mundo novo
E a luta para se viver em paz!
...
Quando eu canto, a morte me percorre
E eu solto um canto da garganta
Que a cigarra quando canta morre
E a madeira quando morre, canta!"
Paulo Cesar Pinheiro
sábado, 9 de março de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
Valeu, João
Um militante fotografo, que tive o prazer de conhecer e encontrar em vários momentos. João Zinclar clicou a vida do povo trabalhador, as misérias, as festas, a resistência e a organização popular. Era artista. Fotografava a vida e as vidas. Através de sua arte contribuiu (e contribui) para todas as nossas lutas.
"João das lentes inteligentes
Que dos olhos fez os próprios instrumentos
E cultivou o belo esculturado
Escondido dos olhares comuns.
Extrativista na coleta de fatos
Escultor das tábuas da memória
Intruso entre os limites do esquecimento
E o momento em que a ação se faz história
...
Terá agora a tarefa mais incrível
De fazer algo grandioso e mais bonito:
Com os olhos da sensibilidade
Viverá por toda a eternidade
Nas fotos que fará pelo infinito."
(trecho de 'Fotografo do Infinito' de Ademar Bogo)
A foto abaixo é uma das mais conhecidas e fortes do João. Ela revela a sensibilidade, a atenção, a capacidade que ele tinha de militar pela fotografia. Valeu, João. A luta continua e você está sempre PRESENTE!

"João das lentes inteligentes
Que dos olhos fez os próprios instrumentos
E cultivou o belo esculturado
Escondido dos olhares comuns.
Extrativista na coleta de fatos
Escultor das tábuas da memória
Intruso entre os limites do esquecimento
E o momento em que a ação se faz história
...
Terá agora a tarefa mais incrível
De fazer algo grandioso e mais bonito:
Com os olhos da sensibilidade
Viverá por toda a eternidade
Nas fotos que fará pelo infinito."
(trecho de 'Fotografo do Infinito' de Ademar Bogo)
A foto abaixo é uma das mais conhecidas e fortes do João. Ela revela a sensibilidade, a atenção, a capacidade que ele tinha de militar pela fotografia. Valeu, João. A luta continua e você está sempre PRESENTE!
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Drummond e sua receita
Para 2013:
Receita de Ano Novo
Carlos Drummond de Andrade
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Envelhecer
Dezembro de 2012, fim do ano, e para muito o fim do mundo.
Fim do mundo são as barbaridades que ainda aocntecem no nosso mundo, como o trabalho escravo, a concentração de terras e as ameaçãs contra a vida de gente que luta por direitos, e de gente que é pobre, marginalizado.
Bom, mas é que é meu aniversário, e, para continuar sendo essa contradição, confronto minha alma de adolescente com essa música que gosto tanto, e que revela tanto com sua beleza.
Ela me fraz lembrar muita coisa, inclusive do Oscar Niemeyer, que se foi aos 104 anos, perto dos 105 (que faria dia 15 passado)
Para mim, para o Oscar e para o mundo jovem que não vai acabar:
Fim do mundo são as barbaridades que ainda aocntecem no nosso mundo, como o trabalho escravo, a concentração de terras e as ameaçãs contra a vida de gente que luta por direitos, e de gente que é pobre, marginalizado.
Bom, mas é que é meu aniversário, e, para continuar sendo essa contradição, confronto minha alma de adolescente com essa música que gosto tanto, e que revela tanto com sua beleza.
Ela me fraz lembrar muita coisa, inclusive do Oscar Niemeyer, que se foi aos 104 anos, perto dos 105 (que faria dia 15 passado)
Para mim, para o Oscar e para o mundo jovem que não vai acabar:
Envelhecer (Arnaldo Antunes)
Neto - 23
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
"Pai Vei" (o solidário mestre da vida)
Nesse mês, Dom Tomás Balduíno, bispo emérito de Goiás, faz 90 anos. São decadas de dedicação ao povo sofrido da terra, excluído, abando nado.
Tomás, patriarca da igreja da caminhada, da escola do evangelho, padrinho de Dom Pedro Casaldáliga, é fiel ao projeto de Jesus, de libertação, de vida plena, de construção do Reino aqui.
Dias 8 e 9 passados, nos reunimos, mais de 200 pessoas, no Salão Sebastião Rosa da Paz, no Centro Diocesano Luiz Ório, em Goiás, para celebrar a vida e o trabalho de Tomás. Uma festa! que contou com varios agentes de pastoral, trabalhadores, amigos e admiradores, que nesses 44 anos fizeram parte dessa caminhada. Pedro Csaldáliga esteve, e foi grande a emoção.
Quando esses dois falam (Tomás e Pedro) a gente aprende mesmo.
Todo muindo que estava lá se apresentou e contou algo sobre o bispo. Eu apenas disse: 'Sou o Neto, da CPT, e neto de Dom Tomás'. De fato, o velho teve e tem grande importância na minha vida. Primeiro que criou a CPT, onde eu atuo, depois, possibilitou tantos conhecimentos dos quais tive acesso e são fundamentais na minha formação. Mas uma atitude de Tomás, muito antes de eu nascer, traçou minha vida.
Meu pai (então com 12 anos) e meus tios ficaram orfãos de pai e mãe, foram a Goiânia tentar a sorte, não deu, voltaram a Goiás e iriam para o 'mundo', aí Tomás os chamou e convidou para trabalhar na Diocese, foi como um anjo! Meu pai trabalhou na Chacara do Bispo, meu tio Bacural foi assessor de Tomás. Juntos fizeram parte do Moviemtno de Tarabalhadores, no final dos anos 70, e lançaram a Oposição Sindical na mesma época. Foram parte das lutas travadas pelo povo trabalhador em Goiás e por dom Tomás.
Eu aprendi a amar Tomás. Meu pai, hoje com 55 anos, fala com brilho nos olhos de Tomás, como quem fala de um pai. Aliás, é de Pai 'Vei' que ele o chama. A vida segue, as pessoas tomam rumos próprios, os desejos e convicções levam a gente... mas pessoas como Tomás ficam cravadas nos corações e nas mentes, porque falam e fazem coisas maravilhosas, disseminam o amor, e constroem o Reino de Deus caminhando com o povo.
Neto, neto.
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