quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Março

Bebi sem nem uma vontade
Nem de cerveja eu gosto
Nos aviões pessoas ricas
Na marginal as pessoas sem rosto
É mês de março, meu filho, e não agosto

Eu não navego, nem vôo, nem me arrasto
É que tenho prova final já em setembro
Na minha mente a caneta rabisca o fato
É mês de março, meu caro, eu não entendo

Se a polícia é quem mata, quem protege?
Se a cerveja tá quente, quem é que bebe?
Se a camisinha tá curta, quem é que veste?

Ai, ai, o meu corpo fechado é fachada
Ai, ai, eu nem gosto de cerveja gelada
Ai, ai, e eu vou andar por aí pelado 
É mês de março, querida, não há feriado

jgtneto

Abraço forte


Pra eu acordar e pôr no lugar
Céu e terra
Pelo sentido da proximidade
Cara a cara
Só no exato momento-eternidade
Abraço forte



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Dezembro

Quando a menina estava descobrindo que ainda não havia descoberto a vida, eu estava lá, tentando, da minha maneira, mostrar a vida a ela. Depois descobri que eu não sabia nada. Ela me fez descobrir a vida, mais que o ato, mais que a meia-luz, muito mais que a mão e o olho.
Quando ela se encontrou com sua dor, eu estava lá, mas parecia que não. Eu não queria encontrar a sua dor, tampouco a minha. Tolice. Encontrei muito mais que a dor, muito mais que o desprezo, que a desgraça. Não foi por isso que deixei de estar lá, saí porque queria respirar, foi um movimetno a favor da minha vida.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Um mundo doente

Não há cura para o descaso
Nem resposta aos desaparecidos
Não se vê luz alguma na redoma
Há apenas o carbono equivalente

terça-feira, 26 de julho de 2011

Inesperado... será? Mas estava desatento, ainda bem que não estou cego! E la ragazza, con dolce soriso, lascio me affascinato, come uno bambino contro sole del mattino.









terça-feira, 28 de junho de 2011

Sem sombra de dúvida (Luz)

Mais um ano (e com está, de verdade, você?). Minha cabeça se divide em 'o que foi', 'o que vai' e 'o que vem'. Diante da sociedade que se pretende dinâmica, mas é injustamente morosa e desequilibrada, eu caminho, ora rápido e estúpido demais, ora lento e equivocado demais, mas vendo bem melhor, em todos os sentidos. A córnea nova e a militância que se renova me ajudam a ter mais noção, pelo menos dos meus erros.
Você deveria estar, na divisão da minha cabeça, enquadrada no bloco 'que foi', mas, não sei se por ironia ou se por amor, você é transversal em mim.



'...agora que achei o foco, onde estão teus olhos? sem eles não existo.'


Neto, ...

CPT e Diocese de Goiás celebram 7° Festa da Colheita em homenagem aos primeiros assentamentos do estado.

Mosquito e São João do Bugre completam 25 anos de luta pela reforma agrária em Goiás
Momento de comemorar a colheita e as conquistas, assim foi a 7° Festa da Colheita da Diocese de Goiás, realizada dia 25 de junho no assentamento Mosquito, em Goiás. O Mosquito e o São João do Bugre foram os primeiros assentamentos de reforma agrária do estado de Goiás, e completam 25 anos em 2011,  motivo da realização da Festa.
Desde a manhã do sábado as caravanas chegavam, de ônibus, carro, a pé... o povo foi se reunindo para a partilha do café, leite, pão, bolo e frutas. Na tenda central, instalada na sede do assentamento Mosquito, músicas da luta acolhiam os cerca de 1.500 participantes.
Em seguida, na celebração inicial, ecumênica, partilhou-se a palavra de libertação do “Deus de mãos calejadas... Deus dos pequenos, Cristo trabalhador” O povo de Deus demonstrou a fidelidade ao projeto cristão. Estavam Dom Eugênio, bispo de Goiás, e Dom Tomás Balduíno, bispo emérito de Goiás, que foi e é um  grande motivador da luta e defensor do povo oprimido.
A Festa prosseguiu com um ato político, com a presença da deputada federal Marina Sant’Anna (PT-GO) e do deputado estadual Mauro Rubem (PT), além de representantes da FETAEG, PJR, Via Campesina, CUT, INCRA, PT, e Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Outro destaque foram as apresentações culturais: músicas populares, violeiros e fiandeiras animaram a Festa, inclusive com as músicas entoadas no início da luta dos trabalhadores da Diocese.
À tarde foi entregue o Prêmio Dom Tomás Balduíno a pessoas e entidades da região que se empenham na luta pela reforma agrária, direitos humanos, meio ambiente. Houve também o descerramento da placa e o lançamento do monumento dos 25 anos da conquista dos assentamentos Mosquito e São João do Bugre. A 7ª Festa da Colheita teve ainda a apresentação do Circo Lahetô, com o espetáculo “Goiás no Picadeiro”.
Entidades e pessoas que receberam o Prêmio Dom Tomás Balduíno:
Fórum Goiano de Reforma Agrária e Justiça no Campo
Central Única dos Trabalhadores – Goiás
Movimento Sindical – STR e FETAEG
Maria Toró – in Memorian – CEB’s Goiás
Tião Lobó – CEB’s Itapuranga
Turma de Direito Especial Evandro Lins e Silva UFG/Campus Goiás
Ivo Poleto
Via Campesina
Diocese de Goiás
EFAGO – Escola Família Agrícola de Goiás
O sentimento geral foi de satisfação e alegria em celebrar as conquistas do povo e poder partilhar os frutos da terra e da luta num espaço tão significativo quanto o Mosquito.
 Neto, lutador.