terça-feira, 26 de julho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
Sem sombra de dúvida (Luz)
Mais um ano (e com está, de verdade, você?). Minha cabeça se divide em 'o que foi', 'o que vai' e 'o que vem'. Diante da sociedade que se pretende dinâmica, mas é injustamente morosa e desequilibrada, eu caminho, ora rápido e estúpido demais, ora lento e equivocado demais, mas vendo bem melhor, em todos os sentidos. A córnea nova e a militância que se renova me ajudam a ter mais noção, pelo menos dos meus erros.
Você deveria estar, na divisão da minha cabeça, enquadrada no bloco 'que foi', mas, não sei se por ironia ou se por amor, você é transversal em mim.
'...agora que achei o foco, onde estão teus olhos? sem eles não existo.'
Você deveria estar, na divisão da minha cabeça, enquadrada no bloco 'que foi', mas, não sei se por ironia ou se por amor, você é transversal em mim.
'...agora que achei o foco, onde estão teus olhos? sem eles não existo.'
Neto, ...
CPT e Diocese de Goiás celebram 7° Festa da Colheita em homenagem aos primeiros assentamentos do estado.
Mosquito e São João do Bugre completam 25 anos de luta pela reforma agrária em Goiás
Momento de comemorar a colheita e as conquistas, assim foi a 7° Festa da Colheita da Diocese de Goiás, realizada dia 25 de junho no assentamento Mosquito, em Goiás. O Mosquito e o São João do Bugre foram os primeiros assentamentos de reforma agrária do estado de Goiás, e completam 25 anos em 2011, motivo da realização da Festa.
Desde a manhã do sábado as caravanas chegavam, de ônibus, carro, a pé... o povo foi se reunindo para a partilha do café, leite, pão, bolo e frutas. Na tenda central, instalada na sede do assentamento Mosquito, músicas da luta acolhiam os cerca de 1.500 participantes.
Em seguida, na celebração inicial, ecumênica, partilhou-se a palavra de libertação do “Deus de mãos calejadas... Deus dos pequenos, Cristo trabalhador” O povo de Deus demonstrou a fidelidade ao projeto cristão. Estavam Dom Eugênio, bispo de Goiás, e Dom Tomás Balduíno, bispo emérito de Goiás, que foi e é um grande motivador da luta e defensor do povo oprimido.
A Festa prosseguiu com um ato político, com a presença da deputada federal Marina Sant’Anna (PT-GO) e do deputado estadual Mauro Rubem (PT), além de representantes da FETAEG, PJR, Via Campesina, CUT, INCRA, PT, e Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Outro destaque foram as apresentações culturais: músicas populares, violeiros e fiandeiras animaram a Festa, inclusive com as músicas entoadas no início da luta dos trabalhadores da Diocese.
À tarde foi entregue o Prêmio Dom Tomás Balduíno a pessoas e entidades da região que se empenham na luta pela reforma agrária, direitos humanos, meio ambiente. Houve também o descerramento da placa e o lançamento do monumento dos 25 anos da conquista dos assentamentos Mosquito e São João do Bugre. A 7ª Festa da Colheita teve ainda a apresentação do Circo Lahetô, com o espetáculo “Goiás no Picadeiro”.
Entidades e pessoas que receberam o Prêmio Dom Tomás Balduíno:
Fórum Goiano de Reforma Agrária e Justiça no Campo
Central Única dos Trabalhadores – Goiás
Movimento Sindical – STR e FETAEG
Maria Toró – in Memorian – CEB’s Goiás
Tião Lobó – CEB’s Itapuranga
Turma de Direito Especial Evandro Lins e Silva UFG/Campus Goiás
Ivo Poleto
Via Campesina
Diocese de Goiás
EFAGO – Escola Família Agrícola de Goiás
Central Única dos Trabalhadores – Goiás
Movimento Sindical – STR e FETAEG
Maria Toró – in Memorian – CEB’s Goiás
Tião Lobó – CEB’s Itapuranga
Turma de Direito Especial Evandro Lins e Silva UFG/Campus Goiás
Ivo Poleto
Via Campesina
Diocese de Goiás
EFAGO – Escola Família Agrícola de Goiás
O sentimento geral foi de satisfação e alegria em celebrar as conquistas do povo e poder partilhar os frutos da terra e da luta num espaço tão significativo quanto o Mosquito.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Canudos
segunda-feira, 25 de abril de 2011
CANÇÃO DA FOICE E DO FEIXE
Com um calo por anel
monsenhor cortava arroz.
Monsenhor "martelo
e foice?"
Me chamarão subversivo.
E lhes direi: eu o sou.
Por meu povo em luta, vivo.
Com meu Povo em marcha vou.
Tenho fé de guerrilheiro
e amor de revolução.
E entre Evangelho e canção
sofro e digo o que quero.
Se escandalizo primeiro,
queimei o próprio coração
ao fogo desta Paixão,
cruz de seu mesmo Madeiro.
Incito à subversão
contra o Poder e o Dinheiro.
Quero subverter a Lei
que perverte ao Povo em grei
e ao Governoem carniceiro.
(Meu Pastor se faz Cordeiro
Servidor se fez meu Rei.)
Creio na Internacional
das frontes alevantadas
da voz de igual a igual
e das mãos enlaçadas...
E chamo a Ordem de mal
e ao Progresso de mentira.
Tenho menos paz que ira.
Tenho mais amor que paz.
...Creio na foice e no feixe
destas espigas caídas:
Creio nesta foice que avança
uma Morte em tantas vidas!
- sob este sol sem disfarce
e na comum Esperança -
tão encurvada e tenaz!
Pedro Casaldáliga
monsenhor cortava arroz.
Monsenhor "martelo
e foice?"
Me chamarão subversivo.
E lhes direi: eu o sou.
Por meu povo em luta, vivo.
Com meu Povo em marcha vou.
Tenho fé de guerrilheiro
e amor de revolução.
E entre Evangelho e canção
sofro e digo o que quero.
Se escandalizo primeiro,
queimei o próprio coração
ao fogo desta Paixão,
cruz de seu mesmo Madeiro.
Incito à subversão
contra o Poder e o Dinheiro.
Quero subverter a Lei
que perverte ao Povo em grei
e ao Governo
(Meu Pastor
Servidor se fez meu Rei.)
Creio na Internacional
das frontes alevantadas
da voz de igual a igual
e das mãos enlaçadas...
E chamo a Ordem de mal
e ao Progresso de mentira.
Tenho menos paz que ira.
Tenho mais amor que paz.
...Creio na foice e no feixe
destas espigas caídas:
Creio nesta foice que avança
uma Morte em tantas vidas!
- sob este sol sem disfarce
e na comum Esperança -
tão encurvada e tenaz!
Pedro Casaldáliga
sexta-feira, 15 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Saudações a quem tem coragem
Já não basta ver, saber, sentir tanta gente que morre inocentemente pelas mãos de policiais - jagunços fardados - ainda temos que conviver com ameaças proferidas a defensores da vida e da justiça.
Três companheiros vêm sofrendo ameaças por denúnciar, junto de outros, as práticas assassinas do poder repressor do Estado, que pratíca o extermínio de quem, de diversas formas, incomoda o capital, o poder dominante.
Pe Geraldo Labarrère, Dep. Mauro Rubem e Fabio Fazzion se juntam a tantos outros que sofreram ou sofrem pela causa do menor, do excluído.
Tantos morrem sem nome, sem rosto. Antes trabalhadores rurais, hoje jovens de rua. Tantos caíram, em martírio, estes com nomes cravados na história: Jesus, Zumbí, Conselheiro, Guevara, Nativo, Josimo, Margarida, Raimundo, Tião Rosa, Dorothy...
Antes os fazendeiros mandavam seus jagunços 'fazerem o serviço', hoje os fazendeiros tem representantes no congresso, no palácio, no tribunal, que mandam os jagunços fardados exterminarem quem atravessa o caminho. Que segurança pública é essa? Que respeito eles têm a Constiuição e aos Direitos Humanos?
Na angústia que se mistura a esperança, me resta saudar os que foram e os que estão vivos (especialmente os três acima citados) que encaram o poder destruídor, e dizer: somos companheiros, estamos juntos na luta, e juntos venceremos!
José Gomes Neto, militante.
Três companheiros vêm sofrendo ameaças por denúnciar, junto de outros, as práticas assassinas do poder repressor do Estado, que pratíca o extermínio de quem, de diversas formas, incomoda o capital, o poder dominante.
Pe Geraldo Labarrère, Dep. Mauro Rubem e Fabio Fazzion se juntam a tantos outros que sofreram ou sofrem pela causa do menor, do excluído.
Tantos morrem sem nome, sem rosto. Antes trabalhadores rurais, hoje jovens de rua. Tantos caíram, em martírio, estes com nomes cravados na história: Jesus, Zumbí, Conselheiro, Guevara, Nativo, Josimo, Margarida, Raimundo, Tião Rosa, Dorothy...
Antes os fazendeiros mandavam seus jagunços 'fazerem o serviço', hoje os fazendeiros tem representantes no congresso, no palácio, no tribunal, que mandam os jagunços fardados exterminarem quem atravessa o caminho. Que segurança pública é essa? Que respeito eles têm a Constiuição e aos Direitos Humanos?
Na angústia que se mistura a esperança, me resta saudar os que foram e os que estão vivos (especialmente os três acima citados) que encaram o poder destruídor, e dizer: somos companheiros, estamos juntos na luta, e juntos venceremos!
José Gomes Neto, militante.
Assinar:
Postagens (Atom)


